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Sobre

O Patrono da Academia

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O Patrono da Academia de Medicina do Estado de Santa Catarina é Duarte Schutel. O médico nasceu em 8 de junho de 1837, na cidade do Desterro, Província de Santa Catarina, filho do médico Dr. Henrique Schutel.
Foi estudar no Rio de Janeiro, onde recebeu o grau de Bacharel em Belas Letras no Colégio D. Pedro II, em novembro de 1855. Foi colaborador da Revista Brasileira, da Revista da Sociedade de Filosofia, da Revista Popular e dos Anais da Academia Filosófica do Rio de Janeiro, além do pequeno jornal manuscrito denominado A Saphira.
Pertenceu ao Clube Literário Fluminense onde conviveu com Machado de Assis, Araújo Porto Alegre, Felix Martins e outros. Foi membro efetivo da Academia Filosófica do Rio de Janeiro. Em 1866, na Primeira Exposição Provincial do Desterro, expôs amostras de minerais colhidos na Ilha, em Biguaçu e em Barreiros e uma pintura intitulada “Paisagem a óleo”. 
Em 1875, foi membro de comissão encarregada de angariar donativos para construir o imponente monumento do Ipiranga à gloriosa Independência do Brasil. Em 1880, foi nomeado Agente Auxiliar do Diretor do Arquivo Público do Império na Província de Santa Catarina. No mesmo ano, também tornou-se Presidente da Junta Classificadora de escravos. Em julho de 1885, foi membro fundador e Presidente do Centro Catarinense no Rio de Janeiro junto com Lacerda Coutinho, José Arthur Boiteux, Tito da Silva Paranhos, Germano Goeldner Júnior e Joaquim Severo dos Santos. Schutel é Patrono da Cadeira número 7 da Academia Catarinense de Letras e empresta seu nome a ruas em Florianópolis e Blumenau.
Várias de suas obras foram publicadas no Rio de Janeiro na Revista Popular e nos Anais da Academia Filosófica daquele estado, durante sua trajetória como estudante: “A Massambu”; “Diário de Viagem a Santa Catarina de 1857 a 1858”;
“A República vista do meu canto” (manuscrito de 1895 publicado postumamente pelo IHGSC); “Sorriso e morte”; “Em busca de uma rima”; “Werther e eu”;
“Um Raio”; “Falta um título”; “No álbum de minha irmã Sinhasinha”; “Palavras sobre a vida de José Elizeário Quintanilha” e “Análise das obras de M. A. Álvares de Azevedo”, precedida por breves considerações sobre a poesia no Brasil. As suas poesias são puras, lindas e suaves, e na maior parte delas ele canta o amor por
sua ilha.
Em 1856, iniciou os estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, concluindo-os a 21 de novembro de 1861. No dia anterior, defendeu tese intitulada: “Considerações sobre os agentes anestésicos em relação à prática da cirurgia".

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